Os polos inverteram-se, hoje a extrema-direita vende bom senso e a extrema-esquerda destruição

É fantástico analisar como duas forças completamente distintas se inverteram na forma de agir, comunicar e de estar. Faça-se o malabarismo de resumir o que a história ensina e o que se vê em pleno ano 2020.
Os polos inverteram-se, hoje a extrema-direita vende bom senso e a extrema-esquerda destruição
Os livros e a história leccionada mostram-nos dois grandes polos distintos: a extrema-esquerda e extrema-direita.

A extrema-direita que nós aprendemos nos anos 90 dizia-nos que o holocausto não tinha existido ou que a história estava mal contada; dizia-nos que o líder do Partido Nazista da Alemanha, Adolf Hitler, tinha razão nas atrocidades que cometera; dizia-nos que devia governar o mundo o "poder branco" (white power) e que ser branco era ser de uma raça superior; dizia-nos para sermos antissemitistas, prolongar o ódio aos judeus na linha de tempo; dizia-nos que as liberdades de expressão deviam ser limitadas, havendo um regime totalitário e ditador e a propaganda era de que a Democracia era má para a sociedade.

A extrema-direita de 2020 não quer que a história se apague e o património seja eliminado; quer proteger a todo o custo as liberdades de expressão de cada um mesmo que implique ouvir-se atrocidades; quer os mesmos deveres e direitos para qualquer cidadão independentemente da sua cor ou raça mas com uma lei justa e activa de igual forma para todos; protege a cultura dos judeus e respectivas terras; respeita a democracia e os resultados eleitorais; não destrói propriedade alheia ou agride indivíduos só porque sim; não tem um grupo terrorista organizado para semear o medo e não tem cidadãos a pedir a morte de políticos do país nem de outros países.

Como os tempos mudam..